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Ricardo Sá Pinto arrasa Sporting: "Sporting era o patinho feio, o VAR é que ajudou a equilibrar as coisas em Portugal"

Ricardo Sá Pinto, antigo jogador e treinador do Sporting, acredita que os leões podem surpreender o Arsenal nos quartos de final da Champions. “O facto de o Sporting ter vencido o Arsenal não faz muito tempo [em 2023, numa eliminatória da Liga Europa resolvida nos penáltis após dois empates] ajuda os jogadores a acreditar que é possível. Tudo pode acontecer no futebol, mesmo quando as equipas são teoricamente desiguais”, afirmou ao The Guardian.

Luis Suárez é uma das principais armas da equipa de Rui Borges. “O Luis mostrou capacidade para marcar golos muito importantes, mesmo depois de as pessoas deixarem de acreditar que é possível. Substituir o Gyokeres nunca é fácil. Historicamente, os jogadores sul-americanos raramente têm um impacto forte no primeiro ano em Portugal. Felizmente, com toda a confiança demonstrada pelo treinador e pelos colegas de equipa, ele tem sido muito importante”, analisou.

O avançado sueco foi tema central também numa conversa com a BBC. “Primeiro, em termos futebolísticos, sem dúvida uma contratação de topo, um dos jogadores mais impressionantes que o Sporting já teve. Depois, também do ponto de vista financeiro. Na altura, as pessoas estavam um pouco apreensivas, pagar cerca de 20 milhões de euros por um jogador do Coventry, sem um verdadeiro historial ou currículo. Ele tinha talento, toda a gente conseguia ver isso, mas ainda assim…. Por isso, todo o mérito deve ser dado ao departamento de recrutamento, porque identificou uma enorme oportunidade. Claro que todos gostaríamos que ele tivesse ficado, mas aos 26 ou 27 anos, depois de duas grandes épocas, é natural que um jogador queira mudar para outra liga, um nível diferente, com objetivos diferentes”, referiu o treinador.

Gyokeres saiu de forma algo atribulada, não se apresentando na pré-época leonina, numa altura em que decorriam negociações. “Mesmo assim, deve ser recebido com uma enorme ovação e verdadeira gratidão de todos nós. Claro que as saídas são sempre complicadas. Houve um certo braço de ferro na altura, com o clube a defender os seus interesses, mas isso não significa que não gostassem dele, e os adeptos obviamente gostam dele e compreendem a situação”, disse Sá Pinto. “O impacto dele no Sporting foi absolutamente brutal. Com todo o respeito pelos outros jogadores – porque o Sporting sempre teve bons jogadores nos últimos dois anos – sem o Gyokeres, o Sporting não teria sido o mesmo. Sonhar e acreditar são essenciais na vida. Acredito verdadeiramente que tudo é possível nesta eliminatória. O Sporting tem uma equipa que já mostrou que acredita sempre e que pode competir com qualquer um. Só espero que possamos vencer e fazer história mais uma vez contra o Arsenal”, completou.

Sá Pinto, por fim, destacou a evolução do Sporting, detentor do bicampeonato. “Nos últimos anos, conseguiu estabilizar-se ao nível da direção, o que foi extremamente importante. A tomada de decisões tem estado concentrada em duas ou três pessoas. Protegeram os jogadores, mantiveram o balneário unido e construíram uma relação equilibrada com os meios de comunicação. Nos últimos 20 ou 30 anos, também se sentia sempre que o Sporting era o patinho feio, a equipa que estava constantemente do lado errado das decisões. Experimentei isso pessoalmente, tanto como jogador do clube como como treinador. A introdução do VAR ajudou a equilibrar as coisas no futebol português”, rematou.

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