Rui Borges: «Estamos com uma qualidade de jogo acima da média»
Treinador aborda calendário difícil com Estrela, Arsenal, Benfica e FC Porto na «ementa» até ao final do mês

O Sporting joga este sábado na Reboleira (20h30), depois defronta sucessivamente o Arsenal, FC Porto e Benfica. Rui Borges diz que a equipa está com uma qualidade de jogo «acima da média», mas também diz que a equipa vai precisar de uma enorme «força mental e física» para atacar esta ponta final da temporada.
FC Porto e Benfica empataram na última jornada. É o Sporting que está mais confiante e a jogar melhor nesta ponta final?
«Não posso dizer que está a jogar melhor, é o FC Porto que está em primeiro, por isso, até ver, é o melhor. Agora na perspetiva enquanto treinador da minha equipa, estamos bem, estamos confiantes, estamos com uma qualidade de jogo muito boa, muito acima da média. Agora sabemos que as dificuldades não vão só ser para o Benfica e FC Porto, vão ser para nós também. Amanhã temos uma deslocação que já pela sua história é difícil, mas olhando para aquilo que será o final de época do Estrela, que tem jogos bastante complicados e competitivos e precisa muito de pontos, portanto vão se entregar para lá do máximo para conseguir ganhar esses pontos, seja com quem for, por isso vai dificultar a nossa tarefa naquilo que é ganhar os três pontos. Tudo faremos para o conseguir, é isso que queremos muito, agora as dificuldades vão ser para todos por tudo o que é a exigência das últimas jornadas. Da nossa parte, temos de os ligar e fazer perceber que a dificuldade vai ser maior e se não tivermos essa exigência mental e física vamos ter muitos problemas».
Amadora, Arsenal, Benfica e FC Porto. Vai olhar para a gestão física dos jogadores?
«Sim, é natural. Mais do que os amarelos, tem muito a ver com a parte física. Os jogadores vêm com um acumular de muitos jogos, alguns de seleção também, e nós obrigatoriamente temos de olhar para essa parte dento daquilo que é possível observar e entender, dentro daquilo que é a parte dos dados, do treino e também de conversar e dialogar com eles. Perceber como estão, como se sentem porque estamos numa fase em que precisamos de estar muito ligados, precisamos da energia no máximo de toda a gente. Às vezes mais vale dar o máximo durante trinta minutos, do que dizer que dizer está bem e não dar o máximo em 60 ou 70 minutos e prejudicar a equipa. Vai ser muito por aí, além de ser o acumular de jogos, são jogos de grande exigência, vai pedir muito aos jogadores física e mentalmente. Acima de tudo, têm de estar preparados para jogar e para conseguir dar resposta. É um facto que teremos de olhar para essa parte».



