“Roberto Martínez tem de ter tomates e meter Cristiano Ronaldo no banco”
Papel de Cristiano Ronaldo na seleção de Portugal gera discussão, em Inglaterra. Gabriel Agbonlahor lamenta o clima "tóxico" criado pela família do capitão, ao passo que Andy Goldstein defende que "o problema é Roberto Martínez".

Portugal mede forças com o Uzbequistão, a partir das 18h00 (hora de Portugal Continental) desta terça-feira, no NRG Stadium, em Houston, no estado norte-americano do Texas, empenhado em demonstrar que o empate a uma bola com a República Democrática do Congo, na jornada inaugural do Grupo K, não passou de um ‘acidente de percurso’.
Lá fora, este encontro está a ser aguardado com particular expetativa, sobretudo, por conta de Cristiano Ronaldo, que está no ‘olho do furacão’, fruto da exibição aquém das expetativas assinada no ‘deslize’ cometido diante dos africanos, que provocou uma série de críticas ‘ferozes’… e reações não menos ‘meigas’.
Katia e Elma Aveiro, irmãs do capitão da equipa das quinas, saíram em sua defesa, através das redes sociais, ‘disparando’ em várias direções, inclusive, na dos companheiros de equipa deste. Uma atitude que apanhou de surpresa Gabriel Agbonlahor, antigo internacional inglês que fez quase toda a carreira ao serviço do Aston Villa.
“Eu não gosto disso. É tóxico, porque Ronaldo também não o quereria. Bruno Fernandes é um jogador de topo. Eu penso que Ronaldo teve dificuldades porque ele próprio não estava a jogar como médio. O problema é esse, estava a jogar demasiado recuado”, afirmou, em declarações prestadas na rádio britânica talkSPORT.
Ainda assim, o ex-avançado disse acreditar que Roberto Martínez “vai colocar Cristiano Ronaldo a titular, porque vai olhar para o jogo e pensar que ele talvez possa marcar um par de golos e as pessoas possam deixar de o questionar”. Uma reflexão que acabou por tirar do sério o seu companheiro de painel, Andy Goldstein.
“Eu penso que o problema é Roberto Martínez. Ele tem de ter tomates e metê-lo no banco. Ele deveria estar a marcar hattricks contra o Uzbequistão, e uma das questões tem a ver com o facto de Lionel Messi já o ter feito [na vitória da Argentina sobre a Argélia, por 3-0), por isso, a pressão está lá”, argumentou.



