Saíram todos ao intervalo… menos CR7. As explicações de Roberto Martínez
Roberto Martínez avisa que seria "um erro" pensar que Portugal tem apenas "um onze inicial", e explica por que Cristiano Ronaldo foi o único jogador de campo a não ser substituído ao intervalo, após o triunfo conquistado no último jogo de preparação para o Mundial2026, sobre a Nigéria, por 2-1.

Tal como havia feito diante do Chile, no Estádio Nacional do Jamor, Portugal levou, esta quarta-feira, de vencida a Nigéria, desta feita, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, por 2-1, naquele que foi o último encontro de cariz particular antes do arranque do Campeonato do Mundo de 2026.
Pedro Neto inaugurou o marcador, aos 23 minutos, mas Akor Adams repôs a igualdade, ainda antes do apito para o intervalo. O golo que ‘desequilibrou a balança’ surgiu apenas aos 75 minutos, e contou com a assinatura de Francisco Conceição, que, ao intervalo, fora lançado, precisamente, para o lugar de Pedro Neto.
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Roberto Martínez disse estar “muito satisfeito por poder utilizar os 26 jogadores” que convocou, realizando “muitas substituições” e “aumentando o ritmo”. Ainda assim, avisou que há trabalho a fazer antes do arranque do torneio, nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México.
“Precisamos de trabalhar e de ajustar conceitos para todos os adversários, que são diferentes. A Nigéria, hoje, demonstrou-nos algo que o Congo também poderá fazer. Tentámos antecipar o que pode acontecer. No geral, apanhámos ritmo, adquirir conceitos e preparar outros conceitos na bola parada e corrida. Sinto a equipa preparada para ir ao Mundial”, afirmou.
“Precisamos de melhorar o que faz parte num Mundial. As decisões são coletivas. Chegadas nos duelos, situações de cobertura, antecipar linhas de passe com bola. O balneário está a trabalhar com um foco incrível. Estamos a melhor muito e fico muito contente porque os jogadores têm frescura. Não tenho a sensação que os jogadores estão no final da época, antes pelo contrário, parece que estão no princípio”, acrescentou.
Do caso isolado de CR7 ao “azar” de João Félix
O treinador espanhol aproveitou, ainda, a ocasião para explicar por que é que substituiu todos os jogadores de campo ao intervalo… com exceção de Cristiano Ronaldo: “Tínhamos um plano para todos os jogadores, com muita informação. A situação do Diogo Costa era importante para nós dar-lhe mais tempo de preparação”.
“O Bruno Fernandes já tinha jogado os 90 minutos contra o Chile… O Cristiano tinha o plano de jogar 45/60 minutos nos dois jogos. Assim como outros casos que tínhamos bem delineados. Atingimos os planos para todos os jogadores”, sublinhou, antes de sair em defesa de João Félix, que desperdiçou um golo ‘cantado’.
“O João Félix está num momento muito bom, teve uma época brutal. Teve azar, porque aquela bola entra na baliza… Tínhamos um plano individual para cada jogador e conseguimos atingir o que pretendíamos. Esta Nigéria é uma equipa muito semelhante à do Congo, com jogadores com grande capacidade física e muito verticais, pelo que o teste foi muito bom”, apontou.
O selecionador inicial deixou, a terminar, um reparo: “Sou muito chato. Não há um onze inicial, no futebol moderno há 26 jogadores que podem ajudar a seleção. As nossas ideias para o jogo com o Congo são muito claras, mas temos muitos jogadores que podem executar essas ideias. Trabalhamos sempre com clareza sobre o que precisamos de fazer. Não posso limitar a qualidade que temos a onze jogadores, isso era um erro”.



