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Novos dados: Casal encontrado morto em Sintra. Homem sofria de “crises psicóticas”

André, de 29 anos, e Elisabete, de 32, foram encontrados mortos em Armés, Sintra, num alegado caso de homicídio seguido de suicídio. A avó do jovem, que descobriu os corpos, relatou que o neto sofria de "crises psicóticas", enquanto a tia revelou problemas no relacionamento.

Ocasal morto, na quinta-feira, numa habitação na localidade de Armés, no concelho de Sintra, foi encontrado pela avó de uma das vítimas. Ao que tudo indica, estará em causa um crime de homicídio, seguido de suicídio.

Em declarações à CMTV, a avó contou que, na quinta-feira, foi a casa de André, de 29 anos, e de Elisabete, de 32 anos, para os chamar para almoçar. No entanto, ninguém respondeu e decidiu entrar na habitação, tendo encontrado os corpos na casa de banho.

“Ela estava cheia de sangue, mas não vi facadas nenhumas”, sublinhou a testemunha. Ao lado, entre a parede e o corpo da mulher, estava o André.

“Saí para fora, telefonámos para o 112 e, a partir daí, foi um pandemónio”, acrescentou. “Levaram os corpos pelas 20h00”.

A avó contou que, no dia anterior ao acidente, almoçou com o neto e viu, depois, o casal por volta da hora de jantar, altura em que levaram os cães à rua para passear.

Segundo a mulher, o casal “dava-se relativamente bem”, mas André “andava com crises psicóticas”.

“Dizia-nos que o andavam a seguir e, por isso, é que eu tentava que ele viesse a minha casa comer. Assim eu sabia que ele tomava os medicamentos. Ele estava medicamento”, frisou.

No entanto, de acordo com o diário, tudo indica que o homem terá assassinado a namorada e, depois, colocado termo à própria vida.

A teoria é corroborada pela tia do homem que contou, ao mesmo meio de comunicação, que André e Elisabete “estavam a dar-se mal”.

“Ela já não gostava dele ou já estava farta dele. Era só ela a trabalhar e ela não queria trabalhar”, contou, acrescentando que acreditava que o sobrinho iria colocar termo à própria vida, mas não matar a namorada.

Elisabete chegou a sair de casa há umas semanas e foi viver com um tio, mas ele “acabou por ir buscá-la”.

A informação foi avançada pelo Correio da Manhã e, ao Notícias ao Minuto, fonte da GNR indicou apenas tratar-se de um “homicídio” e que o caso já passou para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).

No local estiveram a GNR de Pêro Pinheiro e a GNR de Sintra, além da Viatura Médica de Emergência Médica (VMER) da Amadora e uma equipa de psicólogos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

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