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Rui Costa: “Houve dualidade de critérios. FC Porto devia ter sido punido”

Rui Costa ataca arbitragem: "Houve tremenda dualidade de critérios"

O FC Porto venceu, no decorrer da noite deste domingo, o Benfica por 3-1 e aumentou a vantagem para cinco pontos, após o Clássico que fechou a sétima jornada da I Liga e ditou a primeira derrota dos lisboetas desde 25 de janeiro de 2025.

Após o encontro, Rui Costa, presidente do Benfica, prestou declarações aos meios de comunicação, na zona mista do Estádio do Dragão, nos quais abordou alguns lances do encontro.

“O Benfica entrou muito bem neste jogo. Entrou a mandar no jogo como estrategicamente o Marco Silva tinha pedido aos jogadores. Fizemos uma primeira meia hora muito boa, apesar de, no único deslize que tivemos, acabar por sofrer um golo. Ainda assim, mantivemo-nos no jogo até podermos estar no jogo. Claro que jogar aqui com 10 elementos não é a mesma coisa que jogar 11 para 11, e acredito – é a minha convicção – que 11 para 11 o resultado tinha sido diferente ou o jogo tinha sido diferente por aquilo que nós estávamos a fazer”, começou por dizer Rui Costa aos jornalistas presentes no Estádio do Dragão, considerando que Lenglet devia ter sido um pouco mais cuidadoso no lance que resultou na sua expulsão.

“Não vou estar a discutir a expulsão do Lenglet, apesar de, se vocês analisarem, o André Silva queixa-se da cara quando é uma pequena, uma ligeira pancada na nuca, nem sequer é na cara. Mas não vou estar a discutir o lance, porque sobretudo aqui, depois de ter um amarelo, não pode arriscar uma ação daquelas”, prosseguiu o líder dos encarnados.

“Mas em relação à dualidade de critérios, sobretudo no fator disciplinar, eu acho que há uma dualidade tremenda. Há uma dualidade tremenda onde o Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra. E, portanto, isto foi aquilo que toda a gente pôde ver. Aliás, a sua pergunta, o facto de fazer a primeira pergunta logo por aí, não é só para criar aqui um conflito, mas sim porque vocês também o viram, também analisaram”, vincou ainda Rui Costa.

“Há uma série de entradas, há uma série de faltas de jogadores do FC Porto que têm de ser punidas, mesmo antes da expulsão do Lenglet. Vejo o Prestianni levar um amarelo por mostrar a cara cheia de sangue ao árbitro, de uma pancada que levou quase sem bola e que nem sequer sancionada foi. E, portanto, é neste sentido que, não eliminando os erros que nós cometemos – porque depois acabámos por cometer erros -, não eliminando esses erros, a dualidade de critérios, sobretudo no critério disciplinar, foi por demais exagerada”, vincou.

“Não tenho a menor dúvida de que o trabalho que o Marco Silva e que os jogadores estão a fazer vai dar frutos. É evidente que não queríamos estar nesta situação de, à 7.ª jornada, estarmos com cinco pontos de atraso, mas, da mesma maneira que entrámos no Dragão sem ser campeões nacionais – e se tivéssemos ganho no Dragão não éramos campeões nacionais -, não vamos sair daqui derrotados ou a pensar que o campeonato está terminado, porque está muito longe disso. Aquilo que fizemos enquanto tivemos possibilidades de o fazer mostra a qualidade que temos, mostra que podemos jogar em qualquer campo para ganhar, e era isso que nós estávamos a fazer. A classificação não está adulterada porque perdemos cinco pontos. Dois pontos contra o Académico de Viseu, como vocês bem se lembram, da maneira como foi, e estes pontos aqui. Isso não vai eliminar nem vai impedir que esta equipa lute por todos os objetivos. Não perdemos o título hoje aqui, bem pelo contrário. Temos muito caminho pela frente e aquilo que nós estamos a fazer merece a credibilidade dos adeptos”, finalizou Rui Costa.

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