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Miguel Guedes arrasa “bazófia” do Benfica e diz que águias vivem no seu próprio mundo…

Conhecido adepto do Porto reagiu às polémicas que se seguiram ao Clássico entre os dragões e águias, com duras críticas aos encarnados

Miguel Guedes, conhecido adepto do Porto, reagiu às polémicas que se seguiram ao Clássico entre os dragões e o Benfica, que terminou com um triunfo portista por 3-1. A arbitragem de Miguel Nogueira esteve no centro da discussão, sobretudo depois de Rui Costa ter apontado uma “tremenda dualidade de critérios” no capítulo disciplinar.

Na sua análise, o comentador considera que, apesar das críticas encarnadas, não existiram decisões que justifiquem a dimensão da polémica que surgiu posteriormente, recordando que Marco Silva assumiu que o Benfica perdeu o encontro por culpa própria e que Rui Costa limitou as críticas à alegada diferença de critérios disciplinares.

“A teoria do convencimento coletivo sobre uma inverdade nunca foi tão fácil de promover pela quantidade hegemónica de opiniões de uma ou duas cores. Como se previa, mesmo após Rui Costa ter esvaziado o balão de ar das queixas benfiquistas ao falar apenas em dualidade de critérios após o jogo, mesmo após Marco Silva ter admitido que a equipa perdeu por erros próprios na conferência de imprensa, ainda assim e sem qualquer acanhamento – como se previa -, a narrativa virou enredo de novela após o apito final de uma partida sem coisas estranhas”, escreveu no jornal ‘O Jogo’.

O adepto portista enumera depois os vários aspetos do encontro que, na sua perspetiva, foram ignorados na discussão: “De que importa que não tenha havido um golo irregular nos quatro que foram marcados no domingo, de que importa não ter havido um único lance duvidoso para penalty durante os 90 minutos, de que importa não ter aparecido um fora de jogo mal validado ou um remate para golo que não tenha passado a linha de baliza, de que importa que nenhuma expulsão tenha sido mal ajuizada perante as regras do jogo, de que importa que os comentadores de arbitragem tenham sido praticamente unânimes após a partida e que, dias depois, em análises mais a frio com a possibilidade de rever atentamente todos os lances, ninguém tenha mudado de opinião?”. Ainda assim, há um ponto objetivo de polémica: o Benfica considerou que Gabri Veiga deveria ter sido expulso pela entrada sobre Bah, além de ter atirado uma garrafa contra o banco das águias.

M. Guedes: “A incapacidade de reconhecer os erros e a culpa própria, ao contrário de Marco Silva, é o maior garante da continuidade da bazófia”

Miguel Guedes defende ainda que a discussão sobre a arbitragem acaba por retirar espaço à exibição do Porto e à própria análise do Benfica: “A incapacidade de reconhecer os erros e a culpa própria, ao contrário de Marco Silva, é o maior garante da continuidade da bazófia. Já a noção de que este jogo foi ganho contra os melhores 20 minutos de uma equipa este ano no Dragão, é a razão para reforçarmos a humildade, a atenção e o trabalho. A novela segue por mais quinze dias. Ao escolher falar sobre o que não sucedeu, o Benfica pouco fala sobre o bom futebol que praticou. Não fala sequer sobre a meia verdade, aproxima-se de outro erro e duvido que alivie a dor”.

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