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Benfica vai oferecer pesos-pesados a Marco Silva

Águias vão investir forte em três ou quatro reforços, de reconhecida qualidade, mas sem pressa de os garantir até dia 25. SAD trabalha para assegurar opções para o centro da defesa, esquerda e eixo do ataque, sem precipitações e com a perspetiva de investimento alto em jogadores que cheguem para... jogar.

Já se iniciou a contagem decrescente para a reabertura do Benfica Campus aos trabalhos da equipa principal e os responsáveis encarnados, depois de oficializada a contratação de Marco Silva para a vaga deixada em aberto pela saída de José Mourinho para o Real Madrid, procuram reforços e, segundo O JOGO apurou, os planos apontam para que cheguem à Luz pesos-pesados, jogadores de reconhecida e comprovada qualidade, que tenham impacto imediato e assegurem o estatuto de titulares logo no arranque da época.

Consideram os elementos da SAD benfiquista que internamente há jovens promessas que podem despontar e ajudar ao longo da época, mas o vazio de títulos de campeão reduziu para zero a margem de erro no arranque de nova campanha. A escolha do treinador foi criteriosa, alguém conhecedor do futebol português, que já demonstrou a sua qualidade no mais competitivo campeonato do mundo e que prefere um genérico tático que se enquadra no plantel atual, que transita na esmagadora maioria para 2026/27.

Porém, foram identificadas lacunas, registou-se a saída do defesa-central e capitão Otamendi, e mais alguns elementos podem ser cobiçados pelo mercado, pelo que está definido internamente que haverá um investimento forte – em transferência ou salário -, sobretudo para preencher três ou quatro postos na equipa e sejam elementos que se encaixem no perfil definido por Marco Silva. Assim, poderão chegar dois centrais, sendo um deles para patrão da defesa, um extremo para o lado esquerdo – concorrente para Schjelderup ou substituto caso ocorra uma transferência – e, possivelmente, um ponta-de-lança – para suceder a Ivanovic ou… Pavlidis -, embora a avaliação aos jovens da formação possa riscar um dos defesas e permitir a vinda de um médio, caso o técnico opte por essa via.

Os planos estão traçados pelo presidente Rui Costa, validados pelo administrador financeiro Nuno Catarino, e nas mãos do diretor-geral Mário Branco, a quem competirá agora a sua concretização, sendo certo que, segundo apurámos, a política desportiva na Luz passa atualmente por contratar os alvos definidos e não comprar depressa. Isto quer dizer que os encarnados apostam na paciência, sem precipitação e em ações cirúrgicas, mais do que procurar que o plantel inicie os trabalhos, no próximo dia 25, já com todos os reforços assegurados. Aliás, pode até acontecer o cenário de não chegar nenhuma cara nova a tempo da abertura da oficina.

Os dirigentes benfiquistas valorizam a permanência de praticamente todo o plantel da temporada passada, do qual se registou apenas a saída de Otamendi em final de contrato e a venda de Sidny Cabral, o que atenua a obsessão pela contratação rápida de reforços. Os perfis estão definidos, trata-se de jogadores vistos como importantes e de impacto imediato, mas a realização do Mundial e o interesse de outros grandes emblemas pode atrasar os planos traçados pela SAD, que prefere alvos já “feitos” e não apenas promessas, com qualidade, mas que ainda terão de ser trabalhadas para atingir um nível superlativo. Mesmo tendo pela frente três eliminatórias da Liga Europa para atingir a fase de liga, os responsáveis das águias querem ter o plantel planeado até ao fecho do mercado, com os jogadores… certos.

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