Portugal presta última homenagem a Délia Lopes, agente da PSP falecida em missão da ONU
Restos mortais da profissional açoriana chegaram a território nacional para cerimónias fúnebres repletas de honras de Estado e profundo luto institucional.

O país uniu-se na dor para receber os restos mortais de Délia de Fátima Rodrigues Lopes, a agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) que perdeu a vida no passado mês de outubro, vítima de uma doença súbita no Uganda, quando se encontrava em trânsito para retomar as suas funções na Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS).O funeral tem como destino a ilha de São Miguel, nos Açores, onde a família e os camaradas de armas prestam a última e sentida homenagem a uma profissional amplamente elogiada pelo seu sentido de missão e coragem. Pelo seu percurso excecional em prol da paz internacional, o Governo de Portugal decretou a sua promoção por distinção, a título póstumo, à categoria de agente coordenador. Adicionalmente, a nível global, o seu sacrifício foi imortalizado com a atribuição da prestigiada Medalha Dag Hammarskjöld pela ONU.
Uma vida dedicada ao serviço públicoCom uma carreira na PSP iniciada em janeiro de 2009, a profissional integrava a Divisão de Segurança Aeroportuária e Controlo Fronteiriço do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS). Há cerca de um ano, aceitou o exigente desafio de integrar os contingentes internacionais de capacitação policial, encontrando-se na reta final do seu destacamento no continente africano aquando do trágico incidente.
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) expressou publicamente o seu mais profundo pesar, destacando o orgulho da instituição no exemplo deixado por Délia Lopes, cujo nome fica para sempre gravado na galeria de heróis que deram a vida em representação da bandeira nacional no estrangeiro.



