Portugal fora do Mundial: “Estamos tristes com resultado”, diz Montenegro
O primeiro-ministro expressou uma "profunda gratidão e reconhecimento" pela forma como os jogadores da seleção portuguesa "envergaram a camisola de Portugal" durante o Mundial2026. Para a equipa das Quinas, a competição terminou esta segunda-feira, depois de ter perdido contra Espanha nos oitavos de final.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, expressou, esta segunda-feira, “profunda gratidão e reconhecimento” pela forma como os jogadores da seleção portuguesa “envergaram a camisola de Portugal” durante o Mundial2026, depois de a equipa das Quinas ter perdido contra Espanha nos oitavos de final, já no período de descontos.
“Estamos naturalmente muito tristes pelo resultado, mas ao mesmo tempo muito reconhecidos e orgulhosos pelo percurso que esta equipa realizou”, começou por dizer, em declaração aos jornalistas, em Dallas, no Texas.
E acrescentou: “É um conjunto de atletas absolutamente extraordinário com um talento e uma entrega à defesa das nossas cores, da nossa bandeira, excecionais”.
O chefe do Governo português destacou que a “competição é isto”, acrescentando que os “são jogos que se decidem em pequenos detalhes, em pequenos pormenores”.
“Tivemos as nossas oportunidades, a Espanha também teve as suas oportunidades, mas não há dúvida nenhuma de que podíamos ter ganho o jogo. Não ganhamos, temos que reconhecer isso, mas fazê-lo com humildade, mas também sentido de gratidão para com os atletas, para com todo o corpo técnico, a direção da Federação Portuguesa de Futebol”, disse.
Para Luís Montenegro, agora é altura de “levantar a moral, digerir este resultado e começar um novo ciclo, um ciclo que vai ter um campeonato da Europa e que vai ter também um campeonato do Mundo”.
De salientar que o próximo Campeonato do Mundo, que acontecerá em 2030, será organizado em conjunto por Portugal, Espanha e Marrocos.
“Vamos preparar este ciclo para podermos chegar ainda mais fortes. Temos categoria para poder jogar contra os melhores como aconteceu hoje”, ressalvou.
O primeiro-ministro realçou ainda que “Espanha é uma das melhores seleções do mundo, mas Portugal esteve ao nível do jogo, ao nível daquilo que era a exigência de defrontar um adversário tão forte”.
“Podia ter ganho, não ganhou. Ganhou a Espanha, temos que também felicitar [a Espanha] e agora, como digo, levantar a nossa moral para aquilo que ainda falta fazer no futuro”, salientou.
Em “nome do Governo”, Luís Montenegro expressou uma “profunda gratidão e reconhecimento pela forma como estes atletas envergam a camisola de Portugal”, apontando que, durante os últimos dias, sentiu a “força” que os jogadores têm “e a vontade que tinha de agradar a todo o povo português, de agradar a todos aqueles que apoiaram Portugal”.
Ronaldo? “É um orgulho enorme de Portugal”
Inquirido sobre que papel gostava que Cristiano Ronaldo tivesse no próximo Mundial, Montenegro destacou que Ronaldo “tem um grande papel a desempenhar para o futebol português, para o desporto português e para Portugal”.
“Cristiano Ronaldo é hoje a maior referência de Portugal e da portugalidade no mundo. É um ativo que nós não podemos, de maneira nenhuma, desperdiçar na promoção pelo mundo daquilo que é a nossa capacidade, daquilo que é a nossa forma de estar e ser. Posso aqui partilhar convosco, quer no âmbito desportivo, quer num âmbito geral, nós contamos que quando o Cristiano Ronaldo tiver essa disponibilidade, possa dar o seu contributo”, referiu.
E acrescentou: “Há uma coisa que é muito profunda: o sentimento de Portugal que se sente no Cristiano Ronaldo em tudo aquilo que ele faz e naquilo que se vê e no que não se vê. Ele sofre, ele sente, ele é um orgulho enorme de Portugal”.
“Não falhei nenhum compromisso”
Já questionado se não estava arrependido desta viagem e por ter faltado a compromissos que tinha, nomeadamente as jornadas parlamentares PSD/CDS-PP, o primeiro-ministro sublinhou que quando decide “as coisas por convicção e por convicção profunda” não se arrepende.
“Eu não falhei nenhum compromisso. Eu tinha vários compromissos disponíveis na agenda e optei por aquele que, no meu entendimento, era o que justificava a minha presença. Não estou mesmo nada arrependido. Estou muito sensibilizado e profundamente agradecido a um conjunto de atletas e a uma organização que prestigiam Portugal, promovem Portugal, mostram ao mundo a qualidade que nós temos a fazer as mais diversas coisas”, enfatizou.



