Última hora: Jornalista dispensado após 18 anos de trabalho: “A TVI diz que não sirvo”
Depois de 18 anos de trabalho, João Bizarro foi "dispensado" das suas funções. O jornalista e repórter faz duras críticas à TVI, canal com o qual colaborava enquanto trabalhador de uma empresa externa.

João Bizarro recorreu às redes sociais para publicamente manifestar a sua indignação perante o facto de, alegadamente, ter sido “dispensado” das suas funções de jornalista e repórter depois de 18 anos de profissão.
“Estou oficialmente dispensado da minha tarefa de 18 anos e meio na TVI, a pouco mais de 5 meses da reforma. Substituído eu e o meu camarada António Crespo, diretamente para o desemprego”, começou por dizer.
O jornalista trabalhava diretamente para a CentroTV, que assegurava a cobertura na região de Coimbra da TVI e CNN Portugal.
“Descobri, à beira de arrumar as botas, que sou e não sou, faço e não faço, sou bom trabalhador e por isso sou dispensado. Muitas vezes fui apresentado como «jornalista/Repórter da TVI», pela própria televisão a quem sempre fui leal e a quem dei o mais profundo do meu melhor.
[…] A TVI afirma agora que não sirvo, que o meu contrato era com uma produtora externa, cujo único objeto era, de facto e em exclusividade, servir a TVI”, declarou, manifestando a sua indignação.
Segundo João Bizarro, a empresa externa para a qual trabalhava era “uma mera correia de distribuição da TVI que se serviu dela até a matar, poupando nos quadros que teria que pagar, explorando os trabalhadores até aos limites da escravidão, sem preocupação pelos seus direitos ao descanso, à família, a um horário, enfim, a uma vida própria para além do trabalho”.
A apenas cinco meses da reforma, contou, foi-lhe proposto “um contrato de avença para que pudesse cumprir os 5 meses até à reforma fazendo as reportagens que entendesse propor, sem nunca conseguir especificar a remuneração e as obrigações”. Esta seria, segundo o próprio, uma forma de evitarem pagar-lhe “a indemnização por antiguidade” e “os créditos laborais de lei”.
Recorde-se que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) estão a averiguar suspeitas de irregularidades na CentroTV, que assegura a cobertura jornalística da TVI/CNN Portugal na região de Coimbra. Existem suspeitas de incompatibilidades uma vez que a CentroTV assegura a transmissão de reuniões da Câmara de Coimbra desde 2023.



